1.2 terametri!
KY Cygni é uma supergigante vermelha na constelação do Cisne, a cerca de 4.800 anos-luz da Terra. Um ano-luz é a distância que a luz percorre em um ano, cerca de 9,46 trilhões de quilômetros. Estimativas publicadas colocam a estrela entre cerca de 1,2 e 2 bilhões de quilômetros de diâmetro, entre cerca de 880 e 1.420 vezes a largura do Sol. Esses valores correspondem à largura de sua superfície visível, e divergem porque uma espessa camada de poeira encobre a estrela e dificulta a medição de seu brilho real.
Uma estrela não tem superfície sólida, e a largura de KY Cygni é calculada a partir de duas coisas: a quantidade total de luz que ela emite e a temperatura de sua superfície. Uma estrela fria que emite muita luz precisa ser muito grande. A superfície de KY Cygni está a cerca de 3.500 kelvins, em uma escala de temperatura que começa no zero absoluto, contra cerca de 5.800 kelvins no caso do Sol.
A parte difícil é a luz total. Um estudo de 2005 estimou que a poeira no espaço entre KY Cygni e a Terra reduz sua luz visível em cerca de 1.300 vezes. A luz infravermelha atravessa a poeira com muito mais facilidade. Usando luz infravermelha, o estudo encontrou um raio de 1.420 vezes o do Sol, o que dá à estrela um diâmetro de cerca de 2 bilhões de quilômetros.
O estudo de 2005 obteve o dobro desse raio a partir da luz visível, mas suspeitou que esse valor fosse alto demais, e estimou a incerteza de seus valores em cerca de um quinto. Um estudo de 2024 usou uma distância baseada em medições do telescópio espacial Gaia, de cerca de 4.800 anos-luz, e encontrou um raio de 883 vezes o do Sol. Isso torna KY Cygni uma estrela de cerca de 1,2 bilhão de quilômetros de diâmetro. O brilho da estrela também varia de forma irregular.
O estudo de 2005 mediu 74 supergigantes vermelhas na Via Láctea. Ele constatou que as maiores, incluindo KY Cygni e Mu Cephei, tinham raios de cerca de 1.500 vezes o do Sol, e as chamou das maiores estrelas comuns então conhecidas. Esse tamanho correspondia ao maior que os modelos computacionais de evolução estelar permitiam para supergigantes vermelhas na Via Láctea. Apenas duas estrelas incomuns haviam sido relatadas como maiores.
Supergigantes vermelhas são estrelas massivas em um dos últimos estágios de suas vidas, e muitas terminam como supernovas, as explosões de estrelas massivas. KY Cygni está em um catálogo de 2024 das supergigantes vermelhas da Via Láctea, compilado para os astrônomos que aguardam a próxima supernova na galáxia. Uma estrela em colapso emite um jato de partículas minúsculas chamadas neutrinos antes que sua explosão se torne visível. Detectores capazes de captá-los poderiam dar um alerta antecipado e uma direção aproximada, e o catálogo ajudaria os astrônomos a determinar qual estrela está explodindo.