140 terameetrit!
Sedna é um pequeno mundo distante, com cerca de 1.000 quilômetros de diâmetro, que orbita o Sol bem além de Netuno. No ponto mais distante de sua órbita longa e alongada, ele fica a cerca de 140 bilhões de quilômetros do Sol, cerca de 940 vezes a distância da Terra ao Sol. Ele voltará a alcançar esse ponto por volta do ano 7800.
A órbita de Sedna é uma elipse longa e alongada. Seu ponto mais próximo do Sol, chamado periélio, fica a cerca de 76 unidades astronômicas (ua) de distância. Uma ua equivale a cerca de 150 milhões de quilômetros, a distância média entre a Terra e o Sol. Seu ponto mais distante, chamado afélio, fica a cerca de 937 ua, ou 140 bilhões de quilômetros, mais de 12 vezes mais longe que o periélio.
Uma volta completa ao redor do Sol leva cerca de 11.400 anos. Em setembro de 2026, Sedna está a cerca de 83 ua (12,4 bilhões de quilômetros) do Sol e se aproximando. Ele alcançará o periélio por volta de 2076.
Esses valores são calculados a partir do movimento observado de Sedna. O Jet Propulsion Laboratory da NASA situa o afélio em cerca de 937 ua, e um estudo de 2019 o descreve como cerca de 1.000 ua. Os astrônomos acompanharam Sedna por apenas uma pequena parte de sua órbita, então seu ponto mais distante é conhecido com muito menos precisão do que o mais próximo.
Michael Brown, Chadwick Trujillo e David Rabinowitz descobriram Sedna em 14 de novembro de 2003, no Observatório Palomar. Na época, o objeto estava a cerca de 90 ua do Sol, mais distante do que qualquer objeto do Sistema Solar já observado. Seu nome vem de Sedna, a deusa inuíte do mar. Em 2012, astrônomos usaram o calor emitido por Sedna, medido pelo Observatório Espacial Herschel, para estimar seu diâmetro em cerca de 995 quilômetros, com uma margem de erro de 80 quilômetros.
Sedna nunca chega mais perto do que 76 ua, então sempre permanece longe dos planetas. Seus descobridores observaram que a gravidade de Netuno consegue empurrar o ponto mais próximo da órbita de um objeto para no máximo cerca de 36 ua, e efeitos mais complexos, para no máximo cerca de 50 ua. Nenhum dos planetas conhecidos poderia ter colocado Sedna em sua órbita atual.
Eles sugeriram três possíveis causas: um planeta ainda não descoberto, uma estrela que teria passado incomumente perto do Sol no passado, ou o nascimento do Sol em um aglomerado de estrelas. Um estudo de 2019 apontou o aglomerado de nascimento como a explicação preferida. Nesse cenário, Sedna pertence à Nuvem de Oort interna, um vasto e distante reservatório de cometas que se acredita envolver o Sistema Solar.