1.6 exametri!
Omega Centauri é um aglomerado globular, uma enorme esfera de estrelas mantida unida pela própria gravidade, na constelação de Centauro. Até onde se sabe, em 2026, é o aglomerado globular mais massivo conhecido na Via Láctea, com cerca de 10 milhões de estrelas. Fica a cerca de 17.700 anos-luz da Terra (um ano-luz é a distância que a luz percorre em um ano). Seu corpo principal, mais brilhante, tem cerca de 150 a 187 anos-luz de diâmetro.
Um aglomerado globular não tem uma borda definida. Suas estrelas se concentram no centro e vão se dispersando gradualmente para fora, então seu tamanho depende de onde se considera a borda. O tamanho indicado acima, 1,6 exâmetros, equivale a 1,6 × 1018 metros, sendo que 1018 é um 1 seguido de 18 zeros. Isso equivale a cerca de 170 anos-luz.
O ESO, o Observatório Europeu do Sul, descreve Omega Centauri como tendo cerca de 150 anos-luz de diâmetro. O New General Catalogue de nebulosas e aglomerados estelares o lista com 36 minutos de arco de largura, sendo que um minuto de arco equivale a um sexagésimo de grau. Na distância do aglomerado, isso corresponde a cerca de 187 anos-luz, de modo que o tamanho indicado fica entre os dois valores.
Metade da luz do aglomerado vem de uma região a cerca de 25 anos-luz do seu centro. Suas estrelas mais fracas, na periferia, se espalham muito mais longe. Um modelo matemático padrão do aglomerado situa sua borda externa a cerca de 48 minutos de arco do centro, o que faz com que o aglomerado inteiro tenha cerca de 500 anos-luz de diâmetro. A NASA indica seu diâmetro em cerca de 450 anos-luz.
A maioria dos aglomerados globulares reúne estrelas que se formaram todas por volta da mesma época. Omega Centauri reúne estrelas de idades diferentes. Essa é uma das razões pelas quais alguns astrônomos acham que ele pode ser o núcleo de uma pequena galáxia que perdeu suas estrelas externas num encontro com a Via Láctea.
Em 2024, astrônomos relataram sete estrelas perto do centro do aglomerado se movendo mais rápido do que a gravidade do próprio aglomerado poderia conter. Somente um buraco negro de pelo menos 8.200 vezes a massa do Sol poderia mantê-las no lugar. Poucos buracos negros dessa massa intermediária são conhecidos, entre os deixados por estrelas isoladas e os gigantes nos centros das galáxias.
Omega Centauri é brilhante o suficiente para ser visto sem telescópio no Hemisfério Sul e em baixas latitudes do Hemisfério Norte. Há quase 2.000 anos, Ptolomeu o catalogou como uma única estrela. Edmond Halley o descreveu como uma nebulosa em 1677, e, na década de 1830, John Herschel foi o primeiro a reconhecê-lo como um aglomerado globular. Acredita-se que o aglomerado tenha cerca de 12 bilhões de anos.