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NGC 4889 é uma galáxia elíptica gigante, a mais brilhante do Aglomerado de Coma. Tem cerca de 250.000 anos-luz de extensão ao longo de seu eixo mais longo, medidos até um nível padrão de fraqueza que os astrônomos usam para comparar galáxias. Um ano-luz é a distância que a luz percorre em um ano, cerca de 9,46 trilhões de quilômetros.
Uma galáxia como NGC 4889 não tem uma borda nítida. Suas estrelas rareiam gradualmente, de modo que seu brilho se apaga lentamente na escuridão. Para comparar galáxias de forma justa, os astrônomos medem cada uma até o mesmo brilho fraco, um nível chamado D25. Nesse nível, NGC 4889 tem cerca de 2,6 minutos de arco de comprimento no céu, sendo que um minuto de arco é um sexagésimo de grau.
Converter esse ângulo em uma largura exige a distância da galáxia. Uma equipe liderada por Nicholas McConnell situou-a a cerca de 336 milhões de anos-luz, o que resulta em uma largura de cerca de 250.000 anos-luz. A NASA usa uma distância mais arredondada, de cerca de 300 milhões de anos-luz. Vista da Terra, a galáxia tem forma oval, cerca de uma vez e meia mais comprida do que larga.
Imagens mais profundas mostram que seu brilho se estende ainda mais. O Siena Galaxy Atlas, que rastreia galáxias até um nível mais fraco em luz vermelha, mede NGC 4889 em cerca de 4,9 minutos de arco. Na mesma distância, isso equivale a cerca de 480.000 anos-luz. As duas medidas correspondem a bordas diferentes, e nenhuma delas está errada.
NGC 4889 está situada perto do centro do Aglomerado de Coma, um dos aglomerados de galáxias mais ricos perto da Via Láctea. Fica na constelação de Cabeleira de Berenice. O astrônomo William Herschel a descobriu, e ela também é conhecida como Caldwell 35.
As galáxias mais massivas costumam ser elípticas gigantes como esta, perto dos centros de aglomerados de galáxias. São coleções ovais e suaves formadas majoritariamente por estrelas antigas, e formam poucas estrelas novas. NGC 4889 tem magnitude aparente de 11,5, uma medida de quão brilhante ela parece vista da Terra, na qual números maiores indicam objetos mais fracos. Segundo a NASA, ela é melhor observada com um telescópio grande sob céus escuros.
No centro de NGC 4889 há um buraco negro supermassivo. Em 2011, a equipe de McConnell estimou que sua massa era cerca de 21 bilhões de vezes a massa do Sol. A estimativa é incerta: a faixa provável vai de 6 bilhões a 37 bilhões de vezes a massa do Sol. O buraco negro no centro da Via Láctea tem cerca de 4 milhões de vezes a massa do Sol, então o de NGC 4889 é cerca de 5.000 vezes mais massivo.
Um buraco negro não pode ser visto diretamente. A equipe usou os telescópios Gemini North e Keck II, no Havaí, para medir a velocidade das estrelas perto do centro da galáxia. Modelos computacionais das órbitas dessas estrelas mostraram então quanta massa seria necessária para explicar essas velocidades.