950 quilômetros!
Ceres é o maior objeto do cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter, com um diâmetro médio de cerca de 940 quilômetros. Também é um planeta anão, o único do sistema solar interior. Orbita o Sol a uma distância cerca de 2,8 vezes maior que a da Terra, completando uma volta a cada 4,6 anos.
A sonda Dawn, da NASA, estudou Ceres em órbita entre 2015 e 2018 e mapeou sua forma. Ceres não é uma esfera perfeita. Mede cerca de 964 quilômetros de diâmetro no equador, mas apenas 892 quilômetros de polo a polo, por isso é levemente achatada. Uma esfera de mesmo volume teria 939 quilômetros de diâmetro, valor usado como seu diâmetro de referência.
Algumas páginas da NASA indicam um raio de 476 quilômetros, o que dá um diâmetro de 952 quilômetros, valor próximo aos 950 quilômetros citados acima. Já o valor de 939 quilômetros, de um estudo de 2016 sobre a forma de Ceres, é preciso a uma fração de quilômetro e é a medida mais confiável.
O astrônomo italiano Giuseppe Piazzi descobriu Ceres em 1º de janeiro de 1801. Foi o primeiro objeto encontrado no cinturão principal de asteroides. No início, foi chamada de planeta, mas, conforme muitos outros corpos foram encontrados na mesma região, passou a ser classificado como asteroide.
Em 2006, Ceres foi designada planeta anão, junto com Plutão e Éris. Pelas regras da União Astronômica Internacional (UAI), um planeta anão orbita o Sol e tem massa suficiente para que sua própria gravidade o molde em uma forma quase esférica. Diferentemente de um planeta, ela não limpou outros objetos ao redor de sua órbita, e muitos asteroides passam perto da trajetória de Ceres. Em 2026, a UAI reconhece cinco planetas anões: Ceres, Plutão, Éris, Haumea e Makemake.
Ceres concentra uma grande parte da massa do cinturão de asteroides. As estimativas da NASA variam de cerca de um quarto a mais de um terço da massa total do cinturão. Ainda assim, Plutão tem uma massa 14 vezes maior que a de Ceres.
Mesmo antes da chegada da Dawn, a baixa densidade de Ceres já indicava que cerca de 25% de sua massa é gelo. Isso faz dela o corpo com mais água no sistema solar interior depois da Terra, considerando a quantidade total de água. A Dawn chegou a Ceres em março de 2015, tornando-a o primeiro planeta anão visitado por uma sonda espacial. Suas imagens mostraram que os pontos brilhantes de Ceres, o mais intenso deles na cratera Occator, são depósitos de carbonatos e outros sais.
Medições da gravidade de Ceres mostram que ela fica mais densa em direção ao centro. No início de sua história, rochas afundaram para o interior, e uma crosta rica em água se formou por cima delas. A Dawn também encontrou sinais de atividade recente, e possivelmente ainda em curso, na superfície. Os sais podem ajudar a impulsionar essa atividade ao reduzir a temperatura na qual a água congela, mantendo parte dela líquida.