750 nanómetros!
A luz vermelha é a cor de luz com os maiores comprimentos de onda que os seres humanos conseguem ver. A luz vermelha mostrada aqui tem um comprimento de onda de 750 nanômetros, um vermelho profundo na extremidade do espectro visível. Um nanômetro é um bilionésimo de metro.
A luz se propaga como uma onda. Seu comprimento de onda é a distância entre uma crista da onda e a seguinte, e cada cor de luz tem um comprimento de onda diferente. O violeta tem o menor comprimento de onda que os seres humanos conseguem ver, e o vermelho tem o maior. A luz laranja tem um comprimento de onda de cerca de 620 nanômetros, e um vermelho típico, cerca de 680 nanômetros.
Os limites do espectro visível não são bem definidos. A NASA indica uma faixa de cerca de 380 a 700 nanômetros, e um livro-texto de física muito usado, de 400 a 750 nanômetros. A Comissão Internacional de Iluminação, que estabelece padrões para luz e iluminação, situa o limite superior entre 760 e 830 nanômetros. O valor exato desse limite depende de quanta luz chega ao olho e da pessoa.
Com 750 nanômetros, o vermelho mostrado aqui fica no limite superior da faixa do livro-texto e além da faixa da NASA. A luz viaja a cerca de 300.000 quilômetros por segundo. Assim, cerca de 400 trilhões de cristas dessa luz vermelha passam por qualquer ponto a cada segundo. Esse número é chamado de frequência da luz.
A cor é detectada por células do olho chamadas cones. Os seres humanos têm três tipos, chamados cones vermelhos, verdes e azuis, embora esses nomes não correspondam exatamente ao centro da faixa que cada um detecta. Os cones vermelhos respondem a comprimentos de onda de cerca de 500 a 700 nanômetros, os verdes, de 450 a 630, e os azuis, de 400 a 500.
Um vermelho profundo de 750 nanômetros fica perto do limite da visão humana. Outros animais veem as cores de forma diferente. A maioria dos mamíferos, exceto os primatas, tem apenas dois tipos de cones. Os cães, por exemplo, veem azul e amarelo, mas não conseguem distinguir vermelho de verde.
A luz do sol contém todas as cores do arco-íris. Ao atravessar o ar, as moléculas de gás espalham a luz azul — que viaja em ondas mais curtas — mais do que a luz vermelha. Essa luz azul espalhada, vinda de todas as direções, é o motivo de o céu parecer azul.
Quando o Sol está baixo no céu, sua luz atravessa mais ar até chegar ao solo. Uma parcela ainda maior da luz azul é espalhada, e a luz que chega diretamente é principalmente vermelha e amarela. A poeira e outras partículas pequenas no ar também espalham a luz azul, o que pode deixar o pôr do sol ainda mais vermelho.